Publicado por: shirlocahope em: dezembro 14, 2009
Isso mesmo!!! Viva o Vodu! Não é que ele está funcionando?
Vejam só, na semana passada deu na internet que um empresário italiano estava ficando famoso, e com certeza mais rico, vendendo bonecos de vodu do primeiro ministro. Olha aqui ó: http://migre.me/eaQ6
E, ontem, já veio essa boa notícia de que esse notável fascista foi agredido e teve o naris mais dois dentes quebrados. Aí uns moralistas de plantão no twitter vieram dizer que não é assim que se resolve, blá blá blá.
Hoje, por mais incrível que pareça, fiquei feliz de ler na “Economist” que mais pessoas pensam como eu: “O Berlusconi atrai violência.” Sim, pois como eu disse ontem no twitter, violência é a safadeza dele para com os italianos. E nem é aquele lance de fazer festinha com prostituta não. É a safadeza da corrupção que nós tupiniquins estamos cansados de ver por aqui também.
O cara que bateu no Berlusconi, Sr. Tartaglia, está sendo considerado um herói. Ontem só deu ele no Facebook. E não era pra menos era?
O artigo na Economist falando sobre isso: http://migre.me/eaT4
Agora, falando bem sério: Vou fabricar bonecos de vodu de políticos nacionais! Vai que funciona!
Publicado por: shirlocahope em: dezembro 12, 2009
Como boa atéia que sou não sou adepta do natal e odeio enfeites natalinos. Não só pela conotação religiosa, mas pela aculturação também.
Pinheiros? Neve? Bonecos de neve? não dá!!! Não desce! Somos um país tropical alôoouu?
E eses enfeites são uma praga. Você pode ir na birosquinha do buteco da esquina e vai ter nem que seja uma mini árvore de natal, uma guirlanda ou um pisca-pisca ou, pior, tudo junto. Me pergunto: que espírito natalino é esse?
O que esses enfeites significam pras pessoas? Porque, concretamente, não significam nada. O Papai Noel até vai para as crinças de até 7 anos.
Mas, as pessoas quando montam sua árvore de natal com neve nos galhinhos, o que sentem? A que remete na cultura brasileira?
Ai vem as embalagens promocionais. Lata de panetone do Roberto Carlos e até papel higiênico promocional com copo de temas natalinos.
Eu fico passada. Me sinto exilada, numa bolha. Por que as pessoas engolem isso? Por que eu não? Por que a santa ignorancia me abandona nessas horas?
Publicado por: shirlocahope em: novembro 24, 2009



Publicado por: shirlocahope em: novembro 20, 2009

Publicado por: shirlocahope em: novembro 20, 2009
Publicado por: shirlocahope em: novembro 20, 2009
não sei quem postou essa charge no twitter, me perdi no meio de tantas páginas abertas, mas achei uma graça:

Ps, acabei de descobrir que foi José A. marafon ou @marafon quem postou isso no twitter.
Publicado por: shirlocahope em: novembro 20, 2009
Este aí de cima é o meu filhote de rottweiller. Ele está doente e ainda não sei o que é, pois o veterinário só virá vê-lo amanhã.
engraçado que antes dele adoecer eu estava estressada com a bagunça que a figurinha faz, pois como a maioria dos filhotes, é super ativo e não para de comer coisas.
Agora sinto até um remorsozinho porque pensei se fiz a coisa certa em tê-lo aceito como presente. Cheguei a pensar se não era melhor cuidar só de plantas, que dão menos trabalho. Pensei que um cachorro, assim como uma família, me prende.
Mas lembro que esse era o objetivo mesmo de quando quis ter um cachorro. Quis ter a responsabelidade de cuidar de um filhote.
Isso me lembra coisas engraçadas. Lembro de um filme que assisti sobre uma moça alcoólatra, 28 dias com a atriz Sandra Bullock, que estraga tudo e todos os seus relacionamentos, já no seu tratamento o terapeuta diz que ela tem que primeiro conseguir cuidar de uma planta e de um animal e depois se envolver num relacionamento. Eu sempre fiquei com essa idéia do filme na cabeça.
Tanto que quando ainda estava na universidade, uma das minhas colegas de república, que era toda romântica e cheia de planos de casar, constituir família e coisas do tipo, tinha umas plantinhas na sacada, mas não conseguia cuidar. Eu achava aquilo muito engraçado, pois volte e meia, eu a porra louca, ia cuidar das delas.
Fico pensando em qual a diferença entre dar carinho para plantas, animais de estimação e pessoas. Hoje tenho as três coisas: cuido dos meus irmãos mais novos, de plantas e de animais. Com as pessoas (meus irmãos) tenho menos tato, muito embora faça isso porque imagino que eles tenham a inteligência de compreender meus atos e minhas broncas. E também porque somos irmãos, e irmãos brigam, isso é fato.
Já dos cachorros, apesar da minha indisciplina de horários, cuido bem também. As plantas, são sobreviventes. Acho que só sobrevivem do carinho às vezes. Porque com esse calor todo, tem uma florzinha minha que ficou uns 3 a 4 dias sem água e nem murchou. Bem, essa hipótese faria sentido, pois minha irmã e minha mãe não conseguem cuidar de nenhuma planta. Mataram até um cacto!
Voltando ao cachorro, sempre achei absurdo o tratamento que aquelas dondocas fúteis e desocupadas despensam para com seus bichinhos. Levando-os para lá e pra cá de roupinha, fitinha, banhinho tomado e pelo escovado.
Tento não chegar a esse extremo, mas fico pensando que é gostoso mimar eses bichinhos. Pois quando não tem ninguém por perto e mesmo quando tem, lá vem eles dar aquela lambida, incoveniente na hora, mas que a gente tanto gosta.
Quem dera as pessoas fossem assim. Gostassem da gente com o amor incondicional de um cão pelo seu dono. Vissem umas nas outras a humanidade que nos é inerente. Não o embrulho, a embalagem.
PS. o meu bichinho chegou e deitou do meu lado, fiquei feliz, pois desde a hora que havia dado remédio ele não tinha saído de lá do mesmo lugar.
Publicado por: shirlocahope em: novembro 18, 2009
Esse texto é do meu outro blog que tá capenga. Escrevi isso aqui embaixo sem ter um gancho, deixei meio perdido. Aí, hoje, me veio a luz de dar finalidade a esse texto.
“29/10/2009 Quase um ano depois deu vontade de voltar a nutrir esse blog com minhas cismas bobas. Já vinha alimentando e incentivando esse vontade, mas o questionamento de amigos foi o empurrão derradeiro.
E, nesse retorno, quero falar sobre um tema que tem me perseguido nos últimos dias que é a religião. É até estranho como vem acontecendo coisas que abordam o assunto religião. Domingo de manhã comprei o jornal da cidade, que normalmente ignoro por achar superficial, unicamente porque continha uma matéria sobre o lobby das igrejas.
Domingo à tarde veio umas budistas em casa convidar minha irmã para ser membro oficial do grupo que ela freqüenta. Segunda, quando eu e meu irmão estávamos na santa casa pra fazer exame médico por conta de nosso tombo de domingo, a moça do cadastro perguntou a religião dele e, apesar dele dizer que não tinha religião, a moça escreveu que era católico.
Ontem assisti a um episódio de House em que mais uma vez a descoberta do diagnóstico do paciente é tido como um milagre, ao invés de uma conclusão atingida graças a um viés lógico de pensamento. Ainda ontem estava à procura na internet de um árabe ateu. De repente me surgiu a dúvida da existência de algum.
Hoje, li um artigo da Lucia Hippólito sobre o mais recém polêmico comentário do Lula dizendo da necessidade de alianças políticas estranhas, tal como uma aliança entre Jesus e Judas, e o rebuliço que os cristãos fizeram sobre uma verdade nunca antes na história desse país tão bem falada por nosso Lulinha.
Também hoje enquanto estava num ponto de ônibus, lembrei de conversas minhas e assistidas, também do personagem/série House, sobre as pessoas atribuírem tudo a Deus. No meu caso, escutei uma senhora dizendo que “foi por deus” que um cachorro não a atacou.
Enfim, não sei aonde quero chegar com tudo isso, só sei que anda me incomodando. Me incomoda a dependência das pessoas a um ser, a uma coisa superior a quem elas possam recorrer para reclamar e expiar suas dores. Assim como para serem perdoadas e para justificar de forma simplória: tinha que ser assim. Me incomoda a maioria das pessoas não perceber que ao invés de rezar, ou recitar elas poderiam simplesmente agir de forma boa. O problema é chegar-se ao consenso sobre o que é o bem. Sobre o que é válido ou não em termos de boas intenções.
Só sei que depois de muito refletir tenho uma certeza: sou uma atéia mais cristã que muitos cristãos por aí. Com a diferença de não dar a outra face à tapa, óbviamente.”
Bom a finalidade é continuar o post “ocupação, opressão e acomodação”. Ter uma religião, acreditar cegamente num Deus que soluciona todos os problemas por nós deve ser a chave para sermos um dos países mais corruptos, mais desiguais e por aí vai.
Conforme postei no twitter, ontem saiu a lista que elenca os países de acordo com seu grau de corrupção, pelo 14º ano seguido, o Brasil está dentre o mais corruptos. Se o povo não tivesse essa educação “de esperar em deus, ter fé em deus” será que sairiam às ruas para reclamar e exigir os seus direitos cada vez que eles são tolidos?
Fica a reflexão.
Publicado por: shirlocahope em: novembro 18, 2009
“Na primeira noite, eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim: não dizemos nada. Na segunda, já não se escondem. Pisam as flores, matam o nosso cão e não dizemos nada. Até que um dia o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada.” Bertolt Brecht
Estava procurando esse poema para falar sobre a opressão em geral.
A opressão ao povo pobre e desinformado que, infelizmente, se acomoda e espera em deus.
E também da opressão do povo que reune suas poucas forças e recursos para lutar, como é o caso do povo palestino.
Esse poema de Brecht me lembra o problema da água na Palestina, onde Israel se apossou das reservas d’água e esta racionando água ao povo palestino. Uma tática para fazê-los sair de suas próprias terras.
Como o povo palestino está reagindo a isso? Com muita indidnação e denúncia.
Agora me pergunto, como o povo brasileiro reage cada vez que vai a um posto de saúde e não tem o seu remédio?
Publicado por: shirlocahope em: novembro 12, 2009
Quem assistiu ao Filme dos Simpsons deve lembrar daquela cena em que a família, já vivendo no Alasca, assiste a uma propaganda anunciando um novo Grand Canyon na localização de Springfield. O detalhe hilário é que a propaganda é feita pelo ator Tom Hanks, que diz algo mais ou menos assim: “Já que o Governo não tem mais credibilidade, resolveu usar a minha”.
Isso é exatamente o que faz o Governo brasileiro agora ao usar o ator Wagner Moura para tentar salvar a credibilidade do ENEM.