Publicado por: shirlocahope em: novembro 18, 2009
Esse texto é do meu outro blog que tá capenga. Escrevi isso aqui embaixo sem ter um gancho, deixei meio perdido. Aí, hoje, me veio a luz de dar finalidade a esse texto.
“29/10/2009 Quase um ano depois deu vontade de voltar a nutrir esse blog com minhas cismas bobas. Já vinha alimentando e incentivando esse vontade, mas o questionamento de amigos foi o empurrão derradeiro.
E, nesse retorno, quero falar sobre um tema que tem me perseguido nos últimos dias que é a religião. É até estranho como vem acontecendo coisas que abordam o assunto religião. Domingo de manhã comprei o jornal da cidade, que normalmente ignoro por achar superficial, unicamente porque continha uma matéria sobre o lobby das igrejas.
Domingo à tarde veio umas budistas em casa convidar minha irmã para ser membro oficial do grupo que ela freqüenta. Segunda, quando eu e meu irmão estávamos na santa casa pra fazer exame médico por conta de nosso tombo de domingo, a moça do cadastro perguntou a religião dele e, apesar dele dizer que não tinha religião, a moça escreveu que era católico.
Ontem assisti a um episódio de House em que mais uma vez a descoberta do diagnóstico do paciente é tido como um milagre, ao invés de uma conclusão atingida graças a um viés lógico de pensamento. Ainda ontem estava à procura na internet de um árabe ateu. De repente me surgiu a dúvida da existência de algum.
Hoje, li um artigo da Lucia Hippólito sobre o mais recém polêmico comentário do Lula dizendo da necessidade de alianças políticas estranhas, tal como uma aliança entre Jesus e Judas, e o rebuliço que os cristãos fizeram sobre uma verdade nunca antes na história desse país tão bem falada por nosso Lulinha.
Também hoje enquanto estava num ponto de ônibus, lembrei de conversas minhas e assistidas, também do personagem/série House, sobre as pessoas atribuírem tudo a Deus. No meu caso, escutei uma senhora dizendo que “foi por deus” que um cachorro não a atacou.
Enfim, não sei aonde quero chegar com tudo isso, só sei que anda me incomodando. Me incomoda a dependência das pessoas a um ser, a uma coisa superior a quem elas possam recorrer para reclamar e expiar suas dores. Assim como para serem perdoadas e para justificar de forma simplória: tinha que ser assim. Me incomoda a maioria das pessoas não perceber que ao invés de rezar, ou recitar elas poderiam simplesmente agir de forma boa. O problema é chegar-se ao consenso sobre o que é o bem. Sobre o que é válido ou não em termos de boas intenções.
Só sei que depois de muito refletir tenho uma certeza: sou uma atéia mais cristã que muitos cristãos por aí. Com a diferença de não dar a outra face à tapa, óbviamente.”
Bom a finalidade é continuar o post “ocupação, opressão e acomodação”. Ter uma religião, acreditar cegamente num Deus que soluciona todos os problemas por nós deve ser a chave para sermos um dos países mais corruptos, mais desiguais e por aí vai.
Conforme postei no twitter, ontem saiu a lista que elenca os países de acordo com seu grau de corrupção, pelo 14º ano seguido, o Brasil está dentre o mais corruptos. Se o povo não tivesse essa educação “de esperar em deus, ter fé em deus” será que sairiam às ruas para reclamar e exigir os seus direitos cada vez que eles são tolidos?
Fica a reflexão.
novembro 18, 2009 às 11:02 am
somos ateus, temos bom coração. : ) tem uma música: “no dios vendra” da banda espanhola tostones que diz mais ou menos assim: “respeita aos demais, viva sempre em igualdade e verás que para um deus já não há lugar e pensarás: que deus não estava alí, que isso não é para mim, que tudo é uma farsa e nada mais.. Para poder reprimir o governo que há em tí e dar voz a tuas ânsias de liberdade…” “respeito tua espiritualidade meu irmão, respeito tua espiritualidade minha irmã, mas não acredito mais, não creio em seus dogmas”.. “não existe um deus, só existe o amor” e por aí vai.