Publicado por: shirlocahope em: novembro 20, 2009
Este aí de cima é o meu filhote de rottweiller. Ele está doente e ainda não sei o que é, pois o veterinário só virá vê-lo amanhã.
engraçado que antes dele adoecer eu estava estressada com a bagunça que a figurinha faz, pois como a maioria dos filhotes, é super ativo e não para de comer coisas.
Agora sinto até um remorsozinho porque pensei se fiz a coisa certa em tê-lo aceito como presente. Cheguei a pensar se não era melhor cuidar só de plantas, que dão menos trabalho. Pensei que um cachorro, assim como uma família, me prende.
Mas lembro que esse era o objetivo mesmo de quando quis ter um cachorro. Quis ter a responsabelidade de cuidar de um filhote.
Isso me lembra coisas engraçadas. Lembro de um filme que assisti sobre uma moça alcoólatra, 28 dias com a atriz Sandra Bullock, que estraga tudo e todos os seus relacionamentos, já no seu tratamento o terapeuta diz que ela tem que primeiro conseguir cuidar de uma planta e de um animal e depois se envolver num relacionamento. Eu sempre fiquei com essa idéia do filme na cabeça.
Tanto que quando ainda estava na universidade, uma das minhas colegas de república, que era toda romântica e cheia de planos de casar, constituir família e coisas do tipo, tinha umas plantinhas na sacada, mas não conseguia cuidar. Eu achava aquilo muito engraçado, pois volte e meia, eu a porra louca, ia cuidar das delas.
Fico pensando em qual a diferença entre dar carinho para plantas, animais de estimação e pessoas. Hoje tenho as três coisas: cuido dos meus irmãos mais novos, de plantas e de animais. Com as pessoas (meus irmãos) tenho menos tato, muito embora faça isso porque imagino que eles tenham a inteligência de compreender meus atos e minhas broncas. E também porque somos irmãos, e irmãos brigam, isso é fato.
Já dos cachorros, apesar da minha indisciplina de horários, cuido bem também. As plantas, são sobreviventes. Acho que só sobrevivem do carinho às vezes. Porque com esse calor todo, tem uma florzinha minha que ficou uns 3 a 4 dias sem água e nem murchou. Bem, essa hipótese faria sentido, pois minha irmã e minha mãe não conseguem cuidar de nenhuma planta. Mataram até um cacto!
Voltando ao cachorro, sempre achei absurdo o tratamento que aquelas dondocas fúteis e desocupadas despensam para com seus bichinhos. Levando-os para lá e pra cá de roupinha, fitinha, banhinho tomado e pelo escovado.
Tento não chegar a esse extremo, mas fico pensando que é gostoso mimar eses bichinhos. Pois quando não tem ninguém por perto e mesmo quando tem, lá vem eles dar aquela lambida, incoveniente na hora, mas que a gente tanto gosta.
Quem dera as pessoas fossem assim. Gostassem da gente com o amor incondicional de um cão pelo seu dono. Vissem umas nas outras a humanidade que nos é inerente. Não o embrulho, a embalagem.
PS. o meu bichinho chegou e deitou do meu lado, fiquei feliz, pois desde a hora que havia dado remédio ele não tinha saído de lá do mesmo lugar.